"Prefiro que não, amada.
Para que nada nos amarre
e que nada nos una.
Nem a palavra que aromou tua boca,
nem o que disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos,
nem teus soluços perto da janela.
Amo o amor dos marinheiros
que beijam e se vão.
Deixam uma promessa.
Não voltam nunca mais.
Em cada porto uma mulher espera:
Os marinheiros que beijam e se vão
Uma noite se deitam com a morte
no leito do mar"


Pablo Neruda

"Crepusculario"

2 comentários:

Kath disse...

Ena, onde se arranjam marinheiros desses? xD

Tha disse...

Aqui no Brasil tem uma música: "Ah se eu fosse marinheiro, era eu quem tinha partido, mas meu coração ligeiro não se teria partido. Ou se partisse colava, com cola de maresia..."